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terça-feira, 5 de março de 2019

Meu bloco é em casa mesmo

Esse é meu terceiro carnaval desde comecei a tratar minhas crises de ansiedade com remédio.
O primeiro carnaval foi logo quando comecei a tomar os remédios e me senti muito, muito mal. Tive vários efeitos colaterais como diarréia, vômitos, suor noturno, falta de apetite, falta de disposição etc. Saí um dia só pra bloco e passei todos os outros dias passando mal mesmo.

No segundo ano estava com uma sinusite muito forte, tive que ir ao hospital na véspera do carnaval e tomei antibiótico durante todos os dias do feriado. Tomei um remédio que me deu insônia e isso me fez sentir medo de passar mal tudo de novo então foi um carnaval bem complicadinho pra mim também.

Esse é meu terceiro carnaval desde que comecei a tomar paroxetina. Há duas semanas meu médico me autorizou reduzir a dose do medicamento e aos poucos eu tenho voltado a me sentir mais eu mesma. Aos poucos vou fazendo o desmame até parar de tomar completamente o remédio.

Como já sabia que ia trabalhar nesse carnaval nem me animei pra programar muita coisa.
Se fosse numa outra época, não poder viajar teria sido uma tragédia na minha vida. Depois da ansiedade as prioridades mudaram.

Hoje mesmo estou em casa com a minha namorada vendo Netflix. E esse tem sido um dos melhores carnavais que tive em muitos anos.

:blush:..

quarta-feira, 26 de abril de 2017

...

Nunca existiu um dia na minha vida sem a vó Cida. Principalmente domingo. Quando eu era pequena eu ia todos os domingos na casa dela. Na verdade eu já chegava na sexta-feira e ficava até domingo. Ela me via e dizia: Trouxe a malinha vermeia? Porque sabia que eu ia passar o final de semana todo lá.
Foi ela que me despertou o amor pelos cachorros, quando adotou a Rebeca, uma fox paulistinha, que foi o meu primeiro amor canino. Ela que me fazia comer até quase passar mal e fritava o bifinho que eu gostava tanto.
Teimosa a dona Cida, dona de uma personalidade forte. Gostava de supervisionar todo mundo que cozinhava, ficava com os bracinhos pra trás dando um monte de "parpite". Cheia de histórias. Tinhas as melhores tiradas e comentários. Como quando disse que o pessoal da Igreja só gostava muito dela porque não a conhecia direito.
Era a única pessoa que me chamava de benzoco. E mandava os cachorros pra fora de casa gritando: La calle! Entre tantas outras coisas que só ela fazia e dizia. Vai fazer falta e eu só tenho a agradecer. Descanse em paz dona Cida 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Saudades

Vira e mexe eu penso em você.
Toda hora lembro de alguma coisa engraçada que você falou ou fez.
As vezes é só uma lembrança alegre e um sorriso.
As vezes a saudade aperta e sufoca e aí eu deixo escorrer uma lágrima e outra.
As vezes eu tenho a sensação que vou chegar na sua casa e te encontrar lá.
Tanta coisa que eu precisava te contar......
Você faz muita falta, Neuzinha! 

Fernanda
19/12/2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

1 ano



Hoje completo um ano morando neste apartamento. Por coincidência hoje também começo a empacotar as minhas coisas.

Esse um ano que vivi aqui foi  MUITO intenso e parece mais com uma década do que com 1 ano. Várias pessoas passaram por aqui e várias histórias também. Vivi a temporada 1, 2 e agora finalizo a temporada 3.

Aprendi muito, começando com as coisas básicas como lavar roupa, fazer comida, cuidar de plantas etc etc. Mas o mais importante que aprendi é que conviver é realmente uma arte. Morar sob o mesmo teto com pessoas completamente diferentes de mim, de cidades diferentes, com costumes e hábitos diferentes dos meus foi uma puta lição.

Aprendi também que preciso me impor. Preciso bater o pé e me fazer ouvir. A preguiça do confronto não pode ser maior que nada nessa vida de convivência.

Fui muito feliz aqui e tirando um momento de fraqueza ou outro, aqui também me tornei mais forte. Aprendi a me virar sozinha, a cuidar da casa e de mim e é impressionante como essas experiências mudam a gente e mudam pra melhor.

Pra desespero da minha mãe, hoje completo também 1 ano sem passar roupa. É possível e as pessoas não riem de você na rua e duvido que alguém tenha olhado pra mim e pensado: Essa menina não tem mãe não? risos

Pagar contas, respeitar espaços / horários / limites. A alegria de chegar em casa quando se mora com um amigo e contar sobre o dia, cozinhar juntos ou tomar uma cervejinha. Receber os amigos em casa, experimentar receitas novas, enfim amadurecer de fato.

Foi ótimo durante a maior parte do tempo. Fui bem feliz aqui. Agora parto para um outro desafio que é de morar sozinha. Se eu tenho algum arrependimento de ter saído de casa? Sinto apenas por não ter feito isso antes.

A VOLAR! :))






segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cotidiano

E a vida anda assim mesmo, corrida. Hoje por exemplo é segunda-feira e parece que eu tenho muito tempo para fazer todas as coisas que eu preciso fazer, mas toda semana eu começo com essa impressão e chego no domingo sem ter feito metade do que eu queria fazer. Tem o trabalho e as questões da casa, a limpeza, lavar banheiro, varrer os cabelos e meu Deus quantos cabelos! Estou convencida que em pouco tempo estarei mesmo careca. Preciso também fazer comida. Mas antes disso preciso ir no mercado. Comprar comida pra poder cozinhar. Ah esquece, melhor comer na rua mesmo. Atravesso, vejo um cachorro. Penso em adotar um. Depois penso em dar um jeito de sequestrar o Fidel. Desisto. Minha mãe sabe onde eu moro e onde eu trabalho e onde meus pais moram também. Nessa semana tem show da Maria Bethânia. Que sorte ter conseguido ingresso. Meu melhor amigo que é quem fez eu gostar dela, conseguiu os ingressos e vai no show comigo. Essas coisas me fazem muito feliz, mesmo. Ontem assisti Aquarius e numa cena a Sonia Braga fala pro sobrinho dela colocar Maria Bethânia pra tocar, pra impressionar a namoradinha dele. Que engraçado esse filme com esse comentário bem na semana que vou ao show dela. Falando nisso, FORA TEMER e diretas já. Li a coluna do Gregório hoje falando da Clarice e me deu um quentinho no coração. O amor é muito bonito né? Mesmo esses que acabam, eles não deixam de ser bonitos. E o Gregório é ótimo. Entre fofo e inadequado, resolvi que acho o texto fofo. Um pouco triste, mas fofo. Lembro que preciso ir ao Detran entregar minha carta de motorista e preciso também terminar de ver Narcos. Além disso preciso lavar o cabelo e ler algum livro porque ando muito devagar na leitura. Preciso visitar mais meu pais, meu pai tá com o braço ferrado, coitado, acontece que os finais de semana tem sido muito curtos. E preciso também pensar na festa de sábado, na comida, na bebida. Queria comprar luzinhas pro apartamento. Queria entender de plantas e de decoração. Preciso achar um lugar que venda pôster de filme. Tô pensando em comprar um do Ritmo Quente e colocar logo na sala de casa. Ali na entrada PAH! A pessoa entra e já vê logo o tipo de pessoa que mora aqui. Lembro de você e de como você cuida de mim e me mostra que é sempre melhor falar a verdade. Penso no seu sorriso de desdém e sorrio também. Suspiro, pois sei que no meio dessa correria toda, estou em paz.

Fernanda
12.09.16

segunda-feira, 7 de março de 2016

Time to say goodbye





depois de muitos dias e muitos pensamentos, muitos sentimentos,
muitos arrependimentos e muitos frios na barriga, muitos discursos ensaiados - e nunca ditos,
muitas conversas boas e algumas nem tanto;

depois de muita descoberta e muitas noites - as vezes acordando no meio da madrugada,
muito carinho, algum carão e a imensidão de coisas que vivemos versus a quantidade de coisas que nunca vamos viver;

depois de alguma frustração, muitos planos e várias conversas imaginárias onde eu sempre dizia as coisas certas na hora certa, muita expectativa, muitos sinais confusos, um pouco de loucura e alguma felicidade;

depois de mudar muito e aprender muito, de ver muitos seriados e filmes, de ver esgotadas todas as nossas possibilidades, muito desgaste e um pouco de impaciência, percebo que é chegada a hora de se despedir. É hora de dizer adeus ao que fomos.

n
ó
s

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Fernanda
07.03.16

quarta-feira, 2 de março de 2016

Levanta e Sacode a Poeira

Faz muito tempo que não escrevo aqui.
Faz muito tempo que muita coisa não acontece.
Te conhecer, tirou meu ar, meu prumo.
Você me tirou do eixo.
Eu não soube o que fazer
E não pude resistir.
E você me magoou.
Você partiu o meu coração.
E você nem deve fazer ideia.

Eu amo e odeio você, com a mesma força.

Fernanda
02.03.2016